OMS e Unicef apelam aos governos para que coloquem a abertura de escolas, e não bares e eventos de massa, como prioridade

OMS, Unicef e Unesco apelam aos governos para que coloquem a abertura de escolas, e não bares e eventos de massa, como prioridade. Segundo as entidades, não existem evidências suficientes ainda para declarar que foi a reabertura de escolas que agravou a transmissão da covid-19 em uma comunidade, desde que as medidas de proteção e de saúde forem adotadas.

A constatação faz parte do novo guia publicado nesta segunda-feira pela OMS, Unesco e pela Unicef sobre a retomada das aulas e o papel do sistema de ensino em meio a uma pandemia.

O manual considera ainda que a retomada deve ser realizada com um plano detalhado de medidas preventivas, que inclui principalmente: distanciamento social, limitação do número de pessoas – com modificações de horários e revezamentos de turmas -, uso de máscaras, estratégias de ventilação adequadas, gestão de alunos e funcionários doentes. 

Essa é a primeira vez desde maio que a OMS atualiza suas recomendações e o novo guia determina critérios e medidas com base na idade da crianças. Mas ele deixa claro aos governos que “fechar escolas deve ser considerado apenas quando não existem outras alternativas”.

“Na linha de frente de todas as considerações e decisões deve estar a continuidade da educação das crianças para seu bem-estar geral, saúde e segurança. No entanto, todas as decisões terão implicações para as crianças, pais ou cuidadores, professores e outros funcionários e, mais amplamente, para suas comunidades e sociedades”, destaca o novo guia.

Segundo as intituições, a transmissão documentada entre crianças e funcionários em ambientes educacionais é limitada já que muitos locais fecharam as escolas neste período. Apesar disso, considera que, no geral, “a maioria das evidências de países que reabriram os centros educacionais, ou nunca os fecharam, sugerem que as escolas não foram associadas a aumentos na transmissão na comunidade”. 

Contudo, há o registro de casos excepcionais, como em Israel onde um grande surto escolar aconteceu 10 dias após a reabertura das escolas.

A OMS, Unesco e Unicef salientam que a decisão sobre o fechamento total, parcial ou reabertura devem ser tomadas em com base no nível local de transmissão do coronavírus e a avaliação de risco loca

Sua opinião é importante!